O mundo mudou. As formas como interagimos uns com os outros, ou como consumimos conteúdo já não são mais as mesmas, desde que as tecnologias de comunicação começaram a se desenvolver.

Com o objetivo de garantir uma formação completa a seus alunos, cabe às instituições de ensino aproveitar as possibilidades que as novas tecnologias trazem, e adotar práticas pedagógicas inovadoras pertinentes à nova realidade.

Inúmeras ferramentas de ensino têm sido desenvolvidas nos mais diferentes contextos, com o intuito de melhorar o aprendizado e tornar o processo mais interessante para os alunos. Uma enorme quantidade de informação é disponibilizada hoje à distância de um clique.

Nesse cenário, a escola precisa se reinventar — ficar na mesmice não é uma opção, se o intuito é de fato chamar a atenção dos estudantes. Mas, por onde começar? Fizemos uma lista com 5 práticas pedagógicas que vão te ajudar a inovar no ambiente escolar. Quer saber quais são? Veja a importância de adotar essas novas práticas e aproveite a leitura!

Por que adotar práticas pedagógicas inovadoras?

Muitas mudanças estão ocorrendo porque o nosso público está se transformando. Atualmente, nós da área da educação lidamos com nativos digitais, isto é, para os nossos alunos os celulares, os computadores, os relógios digitais, os aplicativos e jogos já fazem parte da realidade e não são novidades como foram para nós. 

Sendo assim, se, por exemplo, optamos por trazer recursos tecnológicos para a sala de aula, além de trabalharmos novas formas de aprendizagem, também educamos os nossos alunos para lidar com os meios digitais, pois, infelizmente, muitos não aprendem como utilizar aplicativos, plataformas de pesquisas, jogos, sons, entre outros recursos como formas de construir o próprio conhecimento.

Além disso, é preciso considerar que o conhecimento não tem mais fronteiras, ele pode ser acessado em qualquer lugar e esse é um fator muito positivo. No entanto, da mesma maneira como ele se torna extremamente acessível, ele fica mais superficial, afinal todos querem informações rápidas instantâneas e resumidas. 

Por isso, fica a pergunta: dentro desse contexto tão acelerado, como fazer com que nossos alunos aprendam e internalizem o conteúdo? É por isso que as novas práticas pedagógicas são fundamentais, elas têm o intuito de desenvolver as competências que o nosso público docente do 3° milênio precisa.

Quais são as práticas inovadoras?

Abaixo selecionamos algumas práticas que você pode levar para sala de aula e tornar o aprendizado inovador, colaborativo e ativo!

Uso de aplicativos

Celulares, tablets e computadores são ótimas ferramentas para o ensino, e seus aplicativos podem ser usados das mais diferentes formas, em todos os ciclos da educação básica. Para os menores, apps interativos podem ser uma forma de estimular o cérebro para o aprendizado de cores e números, por exemplo.

Já no segundo ciclo do ensino fundamental e principalmente no ensino médio, aplicativos podem servir para organização, disponibilização de conteúdo extra, atividades, e até mesmo podem ser criados pelos próprios alunos — o ensino de programação tem se mostrado uma ótima forma de trabalhar o raciocínio lógico na educação básica.

Gamificação

Jogos e competições saudáveis podem ser usados com alunos de qualquer idade. Eles aceleram o aprendizado, despertam o interesse das crianças e são uma boa forma de incentivar o trabalho em equipe.

Além disso, os jogos permitem a interação e ajuda mútua entre alunos de diferentes idades e ciclos, por isso, trabalham a comunicação, relações interpessoais, soluções de problemas, planejamentos, narrativas e podem auxiliar, inclusive, no aprendizado de novos idiomas.

Aluno protagonista

A ideia do aluno como protagonista é permitir que ele seja o principal ator em seu processo de aprendizagem. Não se trata de sobrecarregar o estudante, mas de permitir que ele fale e tenha um papel ativo dentro da escola.

Assembleias e grêmios estudantis usam essa prática já há muitos anos. Hoje, no entanto, vê-se que é necessário ir além.

Exemplos de escolas democráticas, como o caso famoso da Escola Básica da Ponte, em Portugal, demonstram que os alunos são capazes de fazer muito mais do que se espera deles em uma instituição tradicional.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida é uma ideia muito presente em universidades, mas que só agora tem sido levada às salas de aula da educação básica. A proposta aqui é que o aluno também fale, e não seja apenas um ouvinte dentro da sala.

Para isso, geralmente os estudantes recebem o conteúdo da aula com antecedência para que possam se inteirar sobre os assuntos que serão discutidos. Na hora da aula, os alunos podem expor suas ideias e dúvidas a respeito do que aprenderam, e o professor, em vez de ser visto como único detentor do conhecimento, passa a ter o papel de facilitador.

Conhecimento integrado

Uma das principais queixas dos estudantes é a falta de aplicação prática daquilo que aprendem na escola. Ao contrário do que muitos professores pensam, isso não precisa continuar assim. Os conceitos que compõem o currículo escolar estão sim, presentes no nosso cotidiano, e fica mais fácil enxergá-los se forem trabalhados de forma integrada.

As práticas de conhecimento interdisciplinar consistem em usar duas ou mais disciplinas escolares para trabalhar em situações reais. Com um projeto de culinária, por exemplo, é possível trabalhar conteúdos de química, biologia e matemática, e ainda garantir um momento de diversão para os alunos.

Inclusão escolar

Algo muito valorizado atualmente é a capacidade do ser humano de compreender, respeitar e lidar com o próximo que lhe é diferente. É nesse contexto que a inclusão escolar é uma ótima prática. A inclusão é uma estratégia que vai desde as diferenças físicas até as diferenças sociais, de gênero, cor e pensamentos, por isso ela é tão importante. Ela evita o abandono escolar sofrido por tantos discentes.

Para trabalhar com a inclusão escolar de forma efetiva, tenha em mente os seguintes pontos:

  • conheça os seus alunos e suas necessidades;
  • defina muito bem como conteúdo e inclusão serão relacionados;
  • esteja aberto para escutar a todos os seus alunos;
  • estabeleça suas atividades em níveis de metas;
  • ensine os alunos a se respeitarem, você pode promover dinâmicas;
  • crie um ambiente de cooperação;
  • elogie o bom trabalho de seus alunos.

Dentro desse contexto, você pode promover e mediar debates, sempre embasando os argumentos em dados, narrativas histórias ou outras matérias. Assim, você conseguirá trabalhar valores interpessoais e conteúdo.

Competências socioemocionais

As discussões que abordam esse tema estão nas mídias sociais, nos veículos de comunicação, nas escolas, por isso, devem fazer-se presentes em sala de aula. Quando iniciamos nosso trabalho pedagógico, temos três eixos principais que embasam o nosso ensino, que são:

  1. competências cognitivas;
  2. competências práticas;
  3. competências socioemocionais. 

Há muito tempo, as escolas têm como prioridade as competências cognitivas. Entretanto, com as transformações do cenário educacional, percebe-se que dentro desses três eixos, as competências socioemocionais são extremamente importantes, pois elas determinam a forma com que o aluno lidará com o aprendizado em suas relações sociais e como ele desenvolverá suas atitudes comportamentais em sociedade.

Para fazer um bom trabalho socioemocional, demonstre aos seus alunos o quão é importante valorizar os próprios talentos, como o diálogo é pertinente para construir conhecimento, como conflitos podem ser resolvidos com cooperação e como acolher e valorizar a diferença de cada indivíduo torna-nos mais fortes.

Essas são algumas práticas pedagógicas inovadoras que têm demonstrado eficiência em diversas instituições de ensino pelo mundo. Cabe às escolas encontrarem aquelas que mais se encaixam à sua realidade — o que não vale é ficar por fora das mudanças.

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