Uma boa metodologia de ensino tem papel fundamental no aumento da autonomia dos alunos no processo de aprendizagem. Ela integra estratégias, atividades e técnicas voltadas a diversas situações didáticas vivenciadas em sala de aula para proporcionar formas de o aluno se apropriar do conhecimento proposto.

A adoção e aplicação desses métodos dependem muito da iniciativa do educador e de seu envolvimento com o ato pedagógico. Ainda assim, de acordo com a forma como ocorre o planejamento e o desenvolvimento, podem mudar a postura dos estudantes e elevar muito o processo de aprendizagem.

Pensando nisso, preparamos este artigo para apresentar diferentes metodologias de ensino aplicáveis na sala de aula. Boa leitura!

1. Montessori

Esse método visa garantir máxima autonomia aos alunos no processo de aprendizado. Nesse caso, pais e professores se transformam em facilitadores do conhecimento, possibilitando os meios pelos quais os estudantes escolhem os assuntos a serem estudados e curiosidades a serem pesquisadas.

As turmas são misturadas em relação à faixa etária, afinal, alunos de idades variadas podem ter interesses de aprendizado em comum. É uma ótima metodologia de ensino para incentivar a criatividade e a independência dos jovens.

2. Waldorf

Com uma proposta diferente, os alunos também são divididos em faixa etária. Na sala de aula, eles aprendem temas que estimulam o desenvolvimento de diferentes habilidades. Algumas opções diferentes são jardinagem, tricô, astronomia e meteorologia — além das matérias obrigatórias.

Esse método visa trabalhar não apenas o lado acadêmico, mas também o social, físico, ético e individual. Ainda assim, o professor avalia o desempenho, o comportamento e o empenho do aluno em aprender determinados conteúdos.

3. Construtivista

De acordo com o método construtivista, a própria pessoa constrói o conhecimento, que não é recebido pelo professor. Nesse contexto, o educador deve apenas orientar seus estudantes para uma aprendizagem com autonomia.

Para isso, são realizados muitos trabalhos em grupos e os alunos passam por diversas situações nas quais precisam pensar e encontrar possíveis soluções. Assim, é possível formar indivíduos criativos e com olhar crítico.

4. Freiriana

Com base nos ensinamentos de Paulo Freire, a metodologia Freiriana leva em conta os aspectos sociais, culturais e humanos dos alunos. Isso significa ouvir e ajudar o jovem a desenvolver confiança, para que ele possa compreender o mundo por meio do conhecimento.

De acordo com Freire, o conhecimento precisa transformar o aluno em um indivíduo que pode mudar o mundo. Humildade, respeito, curiosidade, tolerância, bom senso são alguns dos conceitos defendidos.

5. Pikler

Com foco na educação infantil, essa abordagem presume o desenvolvimento das crianças em seus próprios ritmos, sem que sejam apressadas por professores ou pais. Assim, não se deve forçá-la a circunstâncias que ela não consiga resolver sozinha.

Essa atitude pode gerar insegurança em bebês e crianças e comprometer o desenvolvimento saudável. A autonomia por meio de brincadeiras livres também é um ponto importante. Os momentos em casa, por exemplo, também devem ser aproveitados para conversar com os pequenos para que eles tenham uma maior consciência sobre si próprios.

Cada metodologia de ensino é adequada para um perfil de discente, situação e conteúdo. No entanto, o ideal é que não existam limitações a apenas uma abordagem. Identificar o mais indicado é fundamental no processo de aprendizagem do aluno, mas é necessário manter uma abertura para novos métodos e adaptar os detalhes de acordo com os resultados.

Gostou do conteúdo? Então, não deixe de complementar a leitura e saiba como preparar a sua escola para a educação 4.0!