Desde o começo do ano de 2019, a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem sido implementada nas instituições de todo o país. Assim, é papel do gestor escolar entender quais são as principais mudanças na BNCC e como elas interferem no processo de ensino e aprendizagem.

Isso porque a base oferece contribuições para a construção dos currículos, para a elaboração e revisão das propostas pedagógicas, assim como para a escolha dos formatos de materiais didáticos e avaliações. Ou seja, esse documento tem uma importância significativa para a definição dos conteúdos e a programação do ano letivo da escola.

Portanto, continue a leitura e confira quais são as principais mudanças na BNCC, para entender o que ela vai modificar na educação. Acompanhe!

Como será o processo de implementação da BNCC?

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, em 2017, uma resolução que estabelece que a BNCC deve chegar à realidade da sala de aula ainda no ano de 2019. Entretanto, o prazo máximo para sua implementação é até o início do ano letivo de 2020. Assim, os estados e municípios deverão criar comitês específicos para construir os currículos escolares.

Todas as escolas do país, tanto públicas quanto privadas, devem realizar a modificação em suas propostas curriculares. Essa etapa deve durar por, pelo menos, dois anos até que todas as cidades se adaptem de acordo com as diretrizes da BNCC. Além disso, o documento deve ser considerado no processo de criação do Projeto Político Pedagógico (PPP) das instituições de ensino.

Como adequar o currículo escolar à BNCC?

A escola tem a responsabilidade de elaborar os currículos de acordo com a BNCC. O MEC, por outro lado, oferece apoio técnico para as instituições, com o objetivo de que o projeto pedagógico seja pensado considerando-se o desenvolvimento de competências e habilidades apontadas pela base.

Nesse sentido, é preciso promover a formação continuada dos educadores para que possam seguir com as mudanças em sala de aula. Com isso, a BNCC propõe a construção de um currículo que seja voltado para as necessidades de aprendizagem dos alunos.

Afinal, as escolas privadas também precisam seguir a BNCC?

Como já citamos, todas as instituições em território nacional devem seguir as diretrizes da BNCC. Isso vale para o ensino público e privado e, caso exista algum tipo de resistência, os conselhos estaduais e municipais podem impedir o funcionamento da escola.

Dessa forma, todos os professores devem construir e elaborar as suas aulas considerando a BNCC. Isso inclui, por exemplo, a inserção da tecnologia na formação dos alunos, apontada na quinta competência geral da base, o que exige que os educadores tenham uma abordagem diferenciada.

É importante ressaltar que a construção da Base Nacional Comum Curricular foi elaborada de maneira democrática, o que envolveu a participação de diversos educadores e membros da sociedade. Assim, o gestor escolar deve estar atento às mudanças na BNCC para que seja possível formular uma proposta pedagógica alinhada às suas diretrizes.

Gostou do artigo? Então, aproveite a visita e assine a newsletter para receber os nossos conteúdos diretamente em seu e-mail! Até a próxima!