Em meio à pandemia, o ensino à distância se voltou para ferramentas digitais na intenção de envolver os alunos nas aulas e manter o ensino ativo, comprometendo a segurança na internet.

As ferramentas da Edtech (education technology ou educação tecnológica) permitem que educadores e provedores de serviços de tecnologia coletem informações confidenciais dos alunos, colocando em risco a privacidade e a segurança pessoal deles.

Isso sugere que é preciso reavaliar o uso específico, as vulnerabilidades e oportunidades de participação online segura para alunos na escola e em casa. Neste post, veremos alguns riscos que os jovens correm na internet e algumas soluções preventivas!

Quais riscos os estudantes correm na internet?

Muitos dos nativos digitais de hoje começam a usar smartphones antes de aprenderem a falar, enquanto a educação não se limita mais a livros e anotações. Os alunos modernos aprendem, pesquisam e exploram em um ritmo crescente, graças às salas de aula digitais e à internet.

Embora a tecnologia e a acessibilidade tenham mudado a educação para sempre, elas também vêm com uma boa quantidade de desvantagens. Ameaças à privacidade e à segurança estão no topo da lista de preocupações relacionadas.

A seguir, listamos alguns problemas de privacidade na era digital.

Falta de privacidade e segurança em aulas online

Apesar dos benefícios do entretenimento educacional serem numerosos, os aplicativos e plataformas educacionais armazenam uma grande quantidade de dados confidenciais dos alunos.

Esses dados contêm não apenas os nomes dos alunos, datas de nascimento, endereços, raça e sexo, mas também informações confidenciais sobre seus pais, bem como notas e outros dados relevantes.

Nesse contexto, proteções de segurança insatisfatórias criam oportunidades maduras para hackers lucrarem com roubo de identidade ou esquemas elaborados de engenharia social.

Compartilhamento de dados com terceiros

Uma das preocupações mais incômodas com a privacidade das salas de aula digitais é como — ou se — as escolas protegem os dados dos alunos.

A maioria dos aplicativos e plataformas educacionais vêm de desenvolvedores terceirizados e o manuseio dos dados dos alunos varia. Assim, eles podem ser vendidos a corretores de dados, analisados para segmentação de anúncios ou hackeados.

Portanto, escolas, educadores e pais precisam trabalhar juntos para garantir que as políticas de privacidade e proteções de segurança sejam suficientes para proteger os dados dos alunos.

Professores postando fotos de crianças nas redes sociais

Os professores estão cada vez mais conscientes das questões de privacidade decorrentes do uso de ferramentas digitais em sala de aula. Mas também é comum que grupos e comunidades compartilhem histórias de sucesso e rotinas diárias por meio da mídia social.

Assim, se um professor postar inadvertidamente fotos em grupo ou individuais de alunos na linha do tempo pública, ainda, se um de seus amigos compartilhar uma postagem que foi publicada em particular, a privacidade dos alunos pode ser comprometida.

Cyberbullying, trolling, assédio online e sexting

Crianças e adolescentes anseiam pela aceitação dos colegas e estão dispostos a se envolver em comportamentos de risco para obter esse reconhecimento.

Ao mesmo tempo, as redes sociais incentivam os alunos a compartilhar suas informações confidenciais, expondo-os a cyberbullying, trollagem e assédio. Infelizmente, o bullying online, geralmente, vem de colegas e ex-melhores amigos, e não de estranhos.

Nesse sentido, a participação da escola no combate aos crimes virtuais é necessária e pode ser feita por meio de oficinas e momentos para ensinar e tirar dúvidas sobre segurança na internet.

Desse modo, capacitar os professores para estarem preparados para orientar os estudantes sobre como se comportar na internet e como filtrar as informações recebidas, também é muito importante.

Não se esquecendo que a presença da família é fundamental nesse processo de cuidados, monitorando o comportamento e atividades de seus filhos, garantindo seus direitos à proteção de dados.

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