Embora pareça algo novo, a cultura maker é praticada muito antes de ser nomeada como tal. Nossos avós e bisavós, por exemplo, a utilizavam para fabricar seus próprios brinquedos e utensílios domésticos.

Com o avanço da industrialização de produtos, essa prática caiu em desuso. Porém, ela voltou mais recentemente, contribuindo para o aprendizado e desenvolvimento de crianças, jovens e adultos de todas as idades.

Neste artigo, você vai entender melhor o que é a cultura maker, quais suas características essenciais e como trabalhá-la em sala de aula. Boa leitura!

O que é a cultura maker?

Considerada uma extensão do movimento “do it yoursfelf” — ou simplesmente “faça você mesmo” —, a cultura maker é uma iniciativa para incentivar a fabricação, construção e reparação de objetos dos mais variados tipos.

Porém, ela vai além do simples ato de criar um objeto ou brincar a partir disso. Na educação de crianças e adolescentes, por exemplo, ela é uma forte aliada do desenvolvimento socioemocional dos alunos, contribuindo para sua formação e preparação para o mercado de trabalho.

Quais as principais características da cultura maker?

Para entender melhor como a cultura maker contribui para o processo de aprendizagem, é preciso ter em mente as suas principais características.

São elas:

  • a criatividade: ao participar do processo de construção de objetos em vez de simplesmente usar algo que já está pronto;
  • a colaboração: os projetos voltados à cultura maker normalmente são desenvolvidos em equipes, aproveitando as habilidades de cada membro para exponenciar a criação;
  • a sustentabilidade: intensificando a noção de combate ao desperdício e a consciência ambiental nas crianças.

Como trabalhar a cultura maker com os alunos?

Existe uma percepção de que a cultura maker só pode ser feita em laboratórios especializados para tal, mas a verdade é que ela pode ser trabalhada pela escola até no ensino a distância.

A seguir, mostraremos algumas ideias de como aplicar a cultura maker na rotina escolar.

Fazer uma receita culinária

Os professores podem propor uma aula de culinária aos alunos, ensinando quais os ingredientes necessários, qual o método de preparação e como finalizar a receita.

Consertar brinquedos

Outra atividade interessante a ser desenvolvida é o conserto de brinquedos, renovando assim objetos que poderiam ser deixados de lado pelas crianças em suas casas.

Elaborar uma horta

 Os benefícios do contato com a natureza no processo de aprendizado são inúmeros. Além disso, incentivar a turma a cuidar de uma horta desenvolverá neles as habilidades de colaboração e sustentabilidade, tão valiosas na cultura maker.

Decorar o espaço para uma celebração

Em vez de oferecer festas comemorativas para as crianças, a escola pode propor que os alunos sejam responsáveis por preparar o ambiente, decorando-o e recriando objetos pertinentes àquela data.

Entre as ideias de como trabalhar a cultura maker na escola apresentadas acima, pode-se perceber que todas elas têm a mesma estrutura, pois dependem dos seguintes passos para sua construção:

  1. contexto: momento em que os educadores passam as orientações e contextualizam o trabalho a ser realizado;
  2. resolução criativa de problemas: é preciso trabalhar em equipe e discutir as possibilidades para encontrar a melhor solução;
  3. desenvolvimento de projetos: cada etapa do processo de execução na cultura maker mostra que cada tarefa tem começo, meio e fim, trabalhando a disciplina dos alunos.

Como vimos, a cultura maker oferece benefícios de longo prazo para crianças e adolescentes e deve ser incentivada constantemente nas escolas.

Se você quer se aprofundar no assunto, leia o nosso artigo sobre ensino colaborativo e obtenha mais insights para aplicar na gestão escolar.