A escolha vocacional não deveria ser determinada pelo gênero, mas muitos fatores contribuem para que seja essa a realidade. Questões históricas e culturais criam profissões consideradas masculinas e outras que são femininas. É por isso que muita gente logo associa os homens à ciência e aos dados e as mulheres a carreiras subjetivas e artísticas.

A boa notícia é que é possível quebrar esse ciclo. A escola tem um papel fundamental para mudar essa percepção. A ideia é fazer com que meninas (e mesmo meninos) possam seguir a profissão que quiserem, longe dessa espécie de preconceito.

Quer descobrir como fazer isso? Venha saber como mudar esse jogo e incentivar as meninas a buscarem qualquer trabalho que elas desejem!

Como criar o empoderamento feminino desde cedo?

Empoderar as estudantes não significa colocá-las acima de qualquer pessoa, de modo desigual. Na verdade, tem a ver com desenvolver uma confiança que vai se consolidar até na hora de escolher a carreira. Um papel do professor é, justamente, fortalecer um ambiente com essas características.

Uma forma de driblar a ideia de profissões consideradas masculinas consiste em investir em práticas inovadoras pedagógicas. Ao realizar atividades relacionadas à carreira, é essencial oferecer exemplos diversos, inclusive com mulheres em cargos considerados “atípicos”. Mostrar uma pilota de avião, bombeira, cirurgiã ou engenheira aeronáutica, por exemplo, ajuda a consolidar a imagem de que esses caminhos são possíveis.

Também vale a pena apresentar os estudantes a mulheres reais em cargos do tipo. O projeto Redraw the Future fez uma ação com crianças de 5 a 7 anos nesse sentido. A turma foi instruída a desenhar profissionais de certas carreiras — e a maioria enxergou homens nesses cargos. Ao final, os alunos foram apresentados a mulheres que atuam nessas áreas, de modo a transformar a visão desde cedo.

O importante é desconstruir a ideia de que a lista de profissões é limitada somente porque alguém é menina. Em vez disso, a escola deve mostrar quais são as competências necessárias e como desenvolver as habilidades.

Como esse incentivo é relevante para o futuro das jovens?

A verdade é que construir o empoderamento feminino é uma forma de incentivar as jovens. Isso cria pontes inéditas entre a percepção atual das meninas e a ideia do futuro. Ou seja: quanto mais empoderadas elas forem, mais alto poderão sonhar com o próprio futuro profissional.

Essas ações também têm grande impacto na confiança das estudantes. Quando sentem que não precisam limitar o próprio futuro, acreditam que podem alcançar resultados melhores — e isso reflete até no desempenho. Quando não acreditam que “números são para meninos”, por exemplo, têm a confiança necessária para atingirem boa performance em disciplinas relacionadas.

Essa abordagem da escola tem impacto em todo o futuro e não só na questão da carreira. A mudança de percepção e o empoderamento ajudam a criar cidadãs mais conscientes e que entendem sua importância na sociedade.

Como colocar meninas em contato com profissões consideradas masculinas?

Ampliar a interação das estudantes com todo tipo de carreira é essencial para normalizar e transformar a percepção. Nesse caso, a escola deve pensar em maneiras de incluir até as profissões consideradas masculinas na rotina de aprendizado.

A prática é uma boa alternativa e, por meio da criação de um espaço maker, meninas (e meninos) podem colocar a mão na massa. É uma ótima oportunidade para introduzir a robótica educacional e criar um contato com o tema desde cedo.

Também vale a pena desenvolver atividades, como trabalhos e apresentações, que envolvam carreiras distintas. Uma feira de ciências, por exemplo, estimula as alunas a se ligarem a essa área. Já atividades de saúde, tecnologia ou engenharia estabelecem uma conexão com esses temas específicos.

Incentivar meninas quanto às profissões consideradas masculinas é um dos papéis mais importantes da escola. Com ações de empoderamento, integração e contato com as carreiras, é possível transformar a percepção das estudantes.

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