A busca por métodos mais atuais, a interação com a tecnologia e a procura por um ensino mais eficiente são aspectos que motivaram a criação do Novo Ensino Médio. As mudanças propostas por esse novo modelo trazem impactos diretos para estudantes e escolas, que precisam se adaptar.

Essa reforma foi aprovada pelo Governo em fevereiro de 2017 por meio da Medida Provisória nº 748/2016. As escolas têm até 2022 para realizar as transformações, entretanto, diversas instituições começaram projetos-pilotos em suas turmas, seguindo as diretrizes do novo sistema.

Neste artigo, explicaremos o que é o Novo Ensino Médio e seus principais pontos. Além disso, mostraremos como as escolas podem se preparar para implementar esse método. Continue a leitura!

O que é o Novo Ensino Médio?

O Novo Ensino Médio provoca uma reestruturação do atual sistema de educação do país. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a intenção é aproximar os estudantes das transformações do mercado de trabalho, garantindo uma formação mais contextualizada com o presente.

A ideia é formar uma estrutura curricular comum a todas as escolas, que será definida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e outra mais flexível, organizada pelo estudante. Desse modo, os alunos terão mais autonomia para definir os caminhos da sua educação, de acordo com os seus interesses e afinidades pessoais. Confira os principais pontos da proposta!

Itinerários formativos

Para que a educação seja mais atual e de acordo com a realidade, o Novo Ensino Médio proporciona flexibilidade. Isso acontece porque os estudantes terão a oportunidade de iniciar um itinerário formativo. O objetivo é que o aluno escolha, de modo consciente e responsável, seu caminho de aprendizado de acordo com seus interesses, afinidades e desejos.

Esses itinerários envolvem um conjunto de disciplinas, oficinas, projetos, entre outras alternativas. Eles oferecem aos estudantes a oportunidade de se aprofundar em uma ou mais áreas de conhecimento. Os alunos ainda têm a opção de escolher a formação técnica e profissional, o que ajuda na inserção no mercado de trabalho.

Carga horária

Uma das principais mudanças está na carga horária, que recebeu uma ampliação significativa. Com o novo sistema, ela será ampliada de 2.400 horas para 3.000 horas. Desse total, 1.800 horas serão usadas pela aprendizagem geral e comum a todos os alunos, enquanto as outras 1.200 horas serão destinadas ao itinerário formativo.

A mudança será feita de forma progressiva, pois a carga horária mínima anual deverá ser ampliada de 800 horas para 1.400 horas. A ideia é que as escolas ofereçam o ensino em tempo integral, com um período de estudos de 7 horas diárias.

Como as escolas podem se preparar para implementar o Novo Ensino Médio?

As escolas têm que procurar maneiras de se adaptar a essas transformações e oferecer uma educação mais atualizada. Confira o que precisa ser feito!

Entender os objetivos e fazer um diagnóstico da instituição

As escolas precisam conhecer a fundo a BNCC e as possibilidades dos itinerários formativos, pois esses pontos serão a base da formação. É importante realizar um processo de diagnóstico das capacidades das instituições para entender o que será necessário em um primeiro momento.

Isso pode ser feito ao escutar professores, gestores e sociedade, para que essa reelaboração atenda às necessidades de todos. Também é importante diagnosticar os recursos humanos, físicos e financeiros da escola.

Reelaborar os currículos

As escolas precisam reelaborar os currículos de forma que se adaptem às aprendizagens definidas pela BNCC, além das diferentes possibilidades de itinerários formativos. Nesse momento, também é importante fazer um cronograma para a transformação, entendendo como o processo será conduzido.

Uma boa alternativa é conhecer e estudar práticas bem-sucedidas para nortear as ações. Para a reestruturação, devem ser considerados determinados aspectos, como a carga horária, a flexibilização e a possibilidade de escolha dos estudantes, de acordo com o que já está definido.

Incluir novas metodologias de ensino e aprendizagem

O objetivo dessa mudança é dar mais autonomia para os alunos, que terão voz ativa em seu futuro. Por isso, é importante aplicar novas metodologias de ensino e aprendizagem, que coloquem os estudantes como protagonistas, não sendo apenas meros espectadores das aulas.

As metodologias ativas são boas alternativas para dinamizar as aulas e dar mais espaço para que os alunos se desenvolvam. Desse modo, eles serão parte relevante do processo de aprendizagem, conseguindo desenvolver habilidades e receber conhecimentos que serão úteis para o futuro profissional.

Preparar os professores

Os professores são parte importante desse processo de mudança, afinal, eles possibilitam uma formação de qualidade para os estudantes. Por isso, é essencial preparar o corpo docente para esse novo cenário, demonstrando a relevância dos itinerários formativos e a autonomia que será parte da rotina do estudante.

As escolas também precisam de professores capazes de atuar com as formações técnicas e profissionais, já que essa é uma modalidade presente nesse novo modelo de educação. Esses docentes ajudarão com a formação profissional dos estudantes, que estarão preparados para entrar no mercado de trabalho logo ao término do Ensino Médio.

Fazer uso da tecnologia

O uso da tecnologia é muito relevante dentro desse novo contexto, pois ela faz parte de três das cinco áreas de conhecimento do programa. Desse modo, as escolas precisam entender como utilizar as ferramentas disponíveis de maneira efetiva, dando aos estudantes a oportunidade de se destacarem nesse universo.

É interessante notar que as tecnologias também são uma forma de atrair o interesse dos estudantes para os conteúdos, contribuindo para aumentar o engajamento e a vontade de estudar. Por isso, é preciso investir nos recursos tecnológicos e garantir uma educação atualizada para todos.

Neste artigo, explicamos o que é o Novo Ensino Médio e como é possível se adaptar a essa realidade. É fundamental que os educadores escolares entendam essas mudanças e quais são os motivos de elas acontecerem. Desse modo, é possível realizar a transformação e contribuir para que a educação seja mais eficiente, atualizada e preparada para formar estudantes prontos para o futuro.

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